terça-feira, 10 de Janeiro de 2012 12:03
Scania entrega primeiros chassis Euro 5 à Barraqueiro
quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012 11:47
Angel Vázquez nomeado novo Director de Serviços e Qualidade da Scania Ibérica
PRESS RELEASE
quinta-feira, 25 de Maio de 2006 13:43
Scania EGR: só precisa combustível
Uma solução patenteada, simples e prática. A Scania utiliza a recirculação de gases de escape refrigerados (EGR) em todos os seus motores de cilindros em linha para reduzir as emissões aos níveis impostos pela norma Euro 4.
Estes motores só necessitam de gasóleo para funcionar: sem aditivos nem qualquer tipo de manutenção suplementar. Em alguns motores é utilizado um modelo venturi patenteado, e o aumento de peso é moderado. A Scania aposta na tecnologia EGR para reduzir as emissões no futuro, porque esta solução, para além de prática, tem boas performances medioambientais.
Para o Euro 4, a Scania desenvolveu o seu próprio sistema EGR que, mantendo a eficiência da versão correspondente ao Euro3, reduz as emissões de óxidos de nitrogénio em 30% e as partículas em 80%.
O Scania EGR é uma solução altamente prática tanto para os motoristas como para os transportadores. Não necessita de aditivos e os requisitos de manutenção são exactamente os mesmos que os dos motores Euro 3 da Scania.

Não são necessárias substâncias adicionais para reduzir emissões. Isto significa que não é preciso transportar recipientes adicionais com aditivos, nem um depósito suplementar sobre o chassis, que ocupa espaço e reduz a carga útil.
O Scania EGR garante excelentes performances ambientais em condições normais de condução, independentemente da carga do motor e da temperatura de escape. Os transportadores podem assim responder facilmente às exigências dos seus clientes em matéria de performances ambientais, por exemplo, em áreas urbanas e suburbanas.
Também com o objectivo de garantir os índices de protecção ambiental em áreas urbanas, a Scania prepara-se para lançar o seu primeiro motor Euro 5 com EGR ainda no decurso de 2006. Especialmente adaptado para autocarros urbanos, receberá um filtro de partículas que não necessita de qualquer tipo de manutenção, substituindo o catalizador de oxidação da versão Euro 4.
Muito antes da entrada em vigor da regulamentação Euro 5 (Outubro 2009), a Scania irá lançar uma nova gama de motores que utilizarão o sistema EGR, incluindo mesmo os poderosos V8. Esta nova família incorporará também o Scania XPI, um novo common rail de injecção de alta pressão construído em parceria com o fabricante de motores norte-americano Cummins.
Princípio
O EGR consiste num método que permite afinar o processo de combustão, evitando, em primeiro lugar, a formação excessiva de óxidos de nitrogénio (NOx). Com o EGR, parte dos gases de escape são refrigerados e reintegrados na câmara de combustão. Esta técnica é utilizada em veículos a motor há várias décadas, tanto nos automóveis como nos veículos pesados.
Uma combustão a frio traduz-se em menor formação de NOx. Os gases de escape contribuem igualmente para a criação de um teor de dióxido de carbono mais elevado na câmara de combustão, o que significa, por sua vez, que a densidade de oxigénio é mais baixa. Isto tem por efeito abrandar um pouco o ritmo de combustão, traduzindo-se numa redução adicional da temperatura de combustão.
Graças à aplicação de pressões de injecção extremamente elevadas, a Scania consegue reduzir o número de partículas, aumentando ao mesmo tempo a eficácia do combustível.
Ciclo de trabalho
Uma parte dos gases de escape (cerca de 18% para o Euro 4 e de 25% para o Euro 5 com o sistema da Scania) é extraída antecipadamente do turbocompressor. A quantidade exacta é controlada por um fluxómetro e por uma válvula EGR controlada pelo sistema de gestão do motor.Estes gases atravessam seguidamente um radiador integrado no sistema de refrigeração do motor, e depois são conduzidos para o colector de escape.Depois de passarem no turbocompressor e no radiador intermédio, o ar de admissão é aqui pressorizado, o que faz com que os gases de escape sejam “forçados” a penetrar no colector de admissão. Isto é feito utilizando dois métodos diferentes, dependendo se o motor está ou não equipado com turbocompound.
Scania venturi – uma solução patenteada
Nos motores sem turbocompound – até 380 cv – o colector de admissão integra uma válvula venturi no local de entrada dos gases de escape. O colector tem um estrangulamento que acelera o fluxo a partir desse ponto, criando um efeito de “sucção” que aspira os gases de escape para o fluxo de ar de admissão.
Para fazer variar a dimensão do estrangulamento, segundo o regime do motor e a quantidade de gases de escape necessária, a válvula venturi Scania tem duas posições distintas.
O aumento de peso do EGR e do Scania venturi não ultrapassa os 20 kg, o que é bastante baixo comparativamente com outros equipamentos de redução de emissões poluentes.
O turbocompond alimenta o EGR
Os motores turbocompond – de 420 a 470 cv – não necessitam do Scania venturi, uma vez que a turbina suplementar do turbocompound faz com que a pressão dos gases de escape seja mais elevada, para superar a pressão do colector de admissão.
O doseamento dos gases de escape injectados no colector de admissão é regulado por uma válvula EGR. O peso conjunto do turbocompond e do sistema EGR é apenas de 80 kg, o que comparativamente com os cerca de 200 kg dos sistemas SCR se revela bastante vantajoso.
Catalizador de oxidação
Nos motores EGR a Scania utiliza um catalizador de oxidação para eliminar os cheiros a gasóleo e reduzir ainda mais as partículas. Este catalizador de oxidação não necessita de qualquer tipo de manutenção e está integrado num silenciador normal.
Este catalizador não será danificado mesmo que o veículo funcione durante algum tempo com um gasóleo cujo teor de enxofre seja superior àquele que normalmente é utilizado na Europa Ocidental. Os sedimentos desaparecerão e o catalizador será regenerado automaticamente a partir do momento que o veículo seja alimentado de novo por um gasóleo normal.
Motores modulares
Todos os motores de cilindros em linha da Scania, à semelhança dos V8 de 16 litros, têm a mesma câmara de combustão e compartilham grande número de componentes, o que simplifica a manutenção e o fornecimento de peças de substituição em toda a rede de assistência Scania. É utilizado o sistema de injecção Scania PDE nos motores de 9 e de 11 litros, e o Scania HPI nos de 12 litros.


